10 Coisas sobre J. R. R. Tolkien que você provavelmente não sabia

John Ronald Reuel Tolkien, ou simplesmente J. R. R. Tolkien criou um mundo fantástico com obras como O Senhor dos anéis, O Silmarillion e O Hobbit. Você provavelmente já viu alguns dos filmes que contam a história do vasto universo criado por Tolkien. Apesar de suas obras serem populares mundialmente, existem muitas coisas curiosas que nem os fãs mais fervorosos conhecem sobre Tolkien, sendo assim, reunímos aqui 10 coisas que são bem interessantes sobre ele:

10 Coisas sobre J. R. R Tolkien que você provavelmente não sabia

imagem via jovemnerd

#1 Ele tinha um dom para o dramático

Como linguista e especialista em literatura ingles antiga e nórdica antiga, Tolkien foi professor na Universidade de Oxford de 1926 até 1959. Ele também foi um instrutor incansável, dando entre 70 e 136 palestrar por ano (seu contrato só exigia 36). Mas a melhor parte é a forma como ele ensinou essas classes. Apesar de ser calmo e despretensioso em público, Tolkien não tinha o típico estereótipo reservado de um professor de Oxford. Ele foi á festas vestido de urso polar, perseguiu seu vizinho vestido como um guerreiro Anglo-Saxão com machado, e era conhecido por entregar a comerciantes seus dentes falsos como pagamento.

#2 Rejeitou várias adaptações de seu trabalho

Tolkien viu-se como um primeiro como um estudioso e um segundo como escritor. O Hobbit e o Senhor dos Anéi foram, em grande parte, a tentativa de Tolkien de construir um “Mundo” de mitos, e seu sucesso o surpreendeu. Na verdade, ele passou anos rejeitando, criticando e destruindo adaptações de seu trabalho que ele não acreditava ter capturado seu escopo épico e propósito nobre. Ele também estava totalmente cético com a maioria dos fãs do Senhor dos Anéis, que ele acreditava serem incapazes de realmente apreciar o trabalho.

#3 Ele amava seu trabalho principal

Para Tolkien, escrever ficção de fantasia era apenas um hobby. As obras que ele considerou mais importantes, foram suas obras acadêmicas, que incluíram Beowulf: The Monsters and the Critics, uma tradução moderna de Sir Gawain e o Cavaleiro Verde e A Middle English Vocabulary.

#4 Era um homem muito romântico

Aos 16 anos, Tolkien se apaixonou por Edith Bratt. Seu guardião, um sacerdote católico, ficou horrorizado de ver seu pupilo se encontrando com uma protestante e proibiu Tolkien de ter contato com Edith até completar 21 anos. Tolkien obedeceu, ansiando por encontrar Edith por anos, até aquele fatídico aniversário, quando se encontrou com ela sob um viaduto rodoviário. Ela rompeu seu noivado com outro homem, se converteu ao Catolicismo, e os dois se casaram e ficaram juntos pelo resto de suas vidas. A lápide do casal é compartilhada, e tem os nomes “Beren” e “Luthien” gravados nela, fazendo referência a uma das histórias românticas mais emocionantes já escritas por ele

#5 Sua relação com C.S. Lewis não era tão boa quanto dizem

C. S. Lewis (autor de As Crônicas de Nárnia) e Tolkien, frequentemente são chamados de melhores amigos. Mas a verdade é que os dois tinham um relacionamento um pouco problemático. No início, os dois autores era muito próximos. De fato, a esposa de Tolkien, Edith, teria ciúmes de sua amizade. E foi tolkien quem convenceu Lewis a retornar ao cristianismo. Mas o relacionamento deles esfriou quando Tolkien percebeu algumas atitudes anti-católicas de Lewis e uma vida pessoal escandalosa (ele estava namorando uma mulher americana divorciada na época). Embora nunca estivessem tão próximos quanto antes, Tolkien lamentou a separação. Depois que Lewis morreu, Tolkien escreveu em uma carta para sua filha que dizia: “Até o momento eu me sinto como uma árvore velha que está perdendo todas as suas folhas uma por uma, porém isso parece um golpe de machado nas raízes” – referindo-se à morte de Lewis.

#6 Sempre que possível, se envolvia em clubes literários

Onde quer que Tolkien fosse, ele estava sempre intimamente envolvido na formação de clubes literários e acadêmicos. Como professor na Universidade de Leeds, por exemplo, ele formou o Viking Club. E durante seu período em Oxford, formou o Inklings, um grupo de discussão literária.

#7 Teve uma grande influência das batalhas de guerra

Tolkien foi um veterano na Primeira Guerra Mundial. Ele estava presente em algumas das mais sangrentas trincheiras da guerra, incluindo a Batalha de Somme. As privações de Frodo e Sam em seu caminho para Mordor poder ter tido suas origens no tempo de Tolkien nas trincheiras, durante as queias ele contraiu uma febre crônica dos piolhos que o infestavam e foi forçado a voltar para casa.

#8 Ele inventou línguas novas para se divertir

Um filólogo de profissão, Tolkien manteve sua mente exercitada inventando novas línguas, muitas das quais (como as línguas élficas Quenya e o Sindarin) que ele usou extensivamente em sua escrita.

#9 Muitas de suas obras foram publicadas após sua morte

A maioria dos autores tem de se contentar com as obras que produzem durante sua vida, mas não Tolkien. Seus manuscritos e notas, que nunca se preocupou em publucar, foram editados, revisados, compilados, redigidos e publicados em dezenas de volumes depois de sua morte, a maioria produzida por seu filho Christopher. Enquanto a publicação póstuma mais famisa de Tolkien é O Silmarillin, outras obras incluem The History of Middle-earth, Contos Inacabados, Os filhos de Húrin e A Lenda de Sigurd e Gudrún

#10 Os nazistas gostavam bastante de Tolkien

Os escritos acadêmicos de Tolkien sobre Nórdico Antigo e história, língua e a cultura Germânica eram extremamente populares entre a elite nazista, que estava obcecada com a recriação da antiga civilização Germânica. Mas Tolkien estava enojado com Hitler e o partido nazista, e não fez nenhum segredo disso. Ele considerou proibir uma tradução alemã de O Hobbit, depois que o editor alemão, de acordo com a lei nazista, pediu para Tolkien certificar que ele era um “ariano”. Em vez disso, ele escreveu um cartaz, afirmando, entre outras coisas, seu pesar por não ter ancestrais judeus.

Seus sentimentos também são evidenciados em uma carta que ele escreveu para seu filho: “Eu tenho nessa Segunda Guerra um rancor que provavelmente me faria um melhor soldado aos 49 anos do que fui aos 22. Aquele pequeno ignorante Adolf Hitler… Arruinando, pervertendo, aplicando de modo errado o nobre espírito do norte, uma contribuição suprema para a Europa que eu sempre amei e tentei apresentar na sua verdadeira luz”.

via mentalfloss

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